Cinomose canina: prevenção, sintomas, tratamento e cura Por Juliana Packness - 6 de maio de 2015 Saiba tudo sobre essa doença viral grave que pode afetar seu cão e como protegê-lo com a vacinação adequada.

Cinomose: o que é

Cinomose: o que é, sintomas, tratamento e cura
Por Juliana Packness -
6 de maio de 2015

Você já ouviu falar em cinomose? É uma doença canina viral e altamente contagiosa que pode deixar graves sequelas nos cachorros ou, na pior das hipóteses, levar à morte. 
No entanto, apesar de ser considerada uma doença gravíssima, é possível preveni-la e, assim, evitar que nossos cães sofram e a transmitam para outros animais. Mas antes de falarmos sobre prevenção, sintomas, tratamento e cura, vamos entender de uma vez por todas o que é cinomose.

O que é cinomose?
A cinomose canina é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus da família Paramyxovirus, do gênero Morbilivírus. Ela é altamente contagiosa em e costuma afetar cães filhotes que ainda não terminaram o esquema vacinal ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla (V8, V10 ou V11).
Por ser extremamente perigosa, é fundamental que todos os tutores, principalmente aqueles que acabaram de adotar um filhote, tenham ciência sobre o que é cinomose em cachorro. Isso porque o diagnóstico da doença é feito tardiamente na grande maioria dos casos, o que acaba ocasionando em sequelas ou até mesmo a morte do pet.
Leia também: Quantas vacinas o cachorro tem que tomar?
Como a doença é transmitida?
O cachorro pode pegar cinomose, ou seja, ser contaminado pelo vírus, de diversas formas. Entre elas, pelo contato com secreções, urina e fezes infectadas pelos animais doentes. Além disso, casinhas, cobertores e alimentos dos animais infectados também são fontes de infecção. Filhotes e idosos são mais susceptíveis às doenças infecto-contagiosas por terem o sistema imunológico um pouco menos ativo.
Vale lembrar que o contato não necessariamente precisa ser direto/ próximo. A infecção pode acontecer, por exemplo, quando passeamos com o nosso pet em locais pelos quais passaram animais doentes que eliminaram o vírus na rua, em parques ou outros locais públicos.
Consultórios veterinários também requerem atenção. Dessa forma, se o seu pet não possui o quadro de vacinas completo, não permita que ele tenha contato com outros cães, com o chão ou gaiolas que não foram higienizadas.

Cinomose: sintomas principais
O vírus se replica nas células sanguíneas e no sistema nervoso central dos cães. Nos estágios iniciais da doença, um sintoma bastante comum é a diarreia, uma vez que o sistema digestório é, geralmente, o primeiro a ser atingido. 
Em um estágio um pouco mais avançado da cinomose canina, o sistema respiratório é acometido, sendo observadas secreções normalmente amareladas e densas saindo pelo nariz e região dos olhos.
Na fase mais tardia da doença, o sistema nervoso central do pet é afetado. Quando isso acontece, o cachorro passa a andar desorientado e a ter tremores musculares que podem evoluir para crises de convulsões.
A seguir, veja os principais sinais de um cachorro com cinomose:

Apatia
Perda de apetite
Diarreia
Vômito
Febre
Secreções oculares (remela em grande quantidade)
Secreções nasais (pus)
Convulsões
Paralisias
Tiques nervosos
Falta de coordenação

No exame de sangue, é observada a diminuição da imunidade do pet devido à replicação do vírus no sistema linfático. Um cachorro com cinomose elimina o vírus pela urina, fezes e secreções (nasal e ocular) até 90 dias após a exposição ao vírus. Portanto, é importante evitar seu contato com outros cães durante o período em que está doente.
Se o seu cachorro apresentou algum desses sinais, leve-o imediatamente para uma consulta com o médico-veterinário de sua confiança. Lembre-se: não há como saber quais são os primeiros sintomas da cinomose, mas a prevenção é o melhor caminho para garantir a integridade do pet.
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Secreção ocular, um dos sintomas da cinomose.
Qual o tratamento para a cinomose?

Não há medicamentos antivirais eficazes para combater a doença. No entanto, o tratamento consiste em tratar os sintomas causados nos diferentes sistemas acometidos.
Antibiótico e anti-pirético para as infecções secundárias no sistema digestório e respiratório, além de aliar expectorantes, bronco dilatadores e antieméticos.
Soro (fluidoterapia), para corrigir a desidratação causada pela diarreia.
Anticonvulsivante para as crises convulsivas devido ao acometimento do sistema nervoso.
Suplementos nutricionais e terapias alternativas, como a acupuntura, para melhorar a resposta imunológica do animal para combater o vírus também são utilizadas.

Cinomose tem cura?
Afinal, a cinomose tem cura? A resposta é não. Não existe uma cura pra esse problema, mas apenas tratamentos que fortalecem o organismo do cachorro para ajudá-lo a combater a infecção e, assim, sobreviver à doença.
Por esse motivo, é fundamental que todos os tutores saibam tudo sobre a doença e principalmente como preveni-la.
Possíveis sequelas da doença
O cão que teve a doença evoluída ao estágio de acometimento do sistema nervoso pode apresentar tremores musculares, andar desordenado e/ou crises convulsivas por toda sua vida, mesmo não portando mais o vírus.
Neste caso, o animal sequelado terá de ter auxílio de sessões de fisioterapia e acupuntura para melhorar o quadro, além de fazer uso de anticonvulsivante em alguns casos.
Como prevenir a cinomose?
Basta realizar a vacinação anual do seu cachorro. A vacina para cinomose está dentro do pacote oferecido pelas vacinas V8 , V10 e V11. No caso de filhotes, devem receber três a quatro doses da vacina a partir de 45 dias de vida, com intervalo de 21 a 30 dias entre as aplicações. 
Apenas depois da última dose seu sistema imunológico estará apto a combater o vírus caso haja contato com ele, sendo liberados os passeios na coleira.
Cinomose em gatos? É possível?
O nome “cinomose” já nos diz muito sobre a doença, já que o prefixo “cino” sempre é referente aos cachorros. Sendo assim, seu caráter infeccioso se restringe apenas aos cães, ou seja, a cinomose em gatos não é possível.
Agora que você já sabe o que é cinomose canina, quais os principais sintomas, formas de tratamento e, o mais importante, como proteger o seu pet da doença, não deixe de visitar o blog da Pet para mais dicas e informações sobre saúde canina!

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Camillo Dantas

Camillo, redator apaixonado, especialista em criar conteúdos envolventes e impactantes para o site. Viaja e estuda incessantemente para produzir textos únicos, inspiradores e precisos.

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